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Mundo Animal » ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO » Cães » Raças
Classificação das raças de cães
Rafeiro do Alentejo
Cão da Serra de Aires
Cão de Água Português
Cão da Serra da Estrela
Cão de Castro Laboreiro
Cão de Fila de São Miguel
Podengo Português
Perdigueiro Português
Outras raças de cães
Classificação das raças de cães
1º Grupo –  Cães de Pastoreio e Boieiros (excepto Boieiros Suíços)

2º Grupo –  Cães tipo Pinscher e Schnauzer, Molissóides e Cães de Montanha e Boieiros Suíços

3º Grupo –  Terriers

4º Grupo –  Baixotes
 
5º Grupo –  Cães de tipo Spitz e de tipo Primitivo

6º Grupo –  Cães de Levante e Corso e raças semelhantes

7º Grupo –  Cães de Parar

8º Grupo –  Cães Levantadores e Cobradores de Caça e Cães de Água

9º Grupo –  Cães de companhia

10º Grupo – Galgos
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Rafeiro do Alentejo

A origem desta raça não está claramente definida.

Esta raça está incluída no 2º Grupo da Classificação de Raças de Cães.

Encontra-se principalmente no Alentejo.

São animais muito corpulentos, sendo a raça de cães portuguesa de maior porte.

São animais com um temperamento dócil e e calmo.

São essencialmente animais de guarda, originalmente eram utilizados na guarda de rebanhos e mais tarde também de propriedades.

São muito activos durante a noite.
 

I - Aspecto geral e aptidões

Cão de grande corpulência, forte, rústico, sóbrio. Perfil convexilíneo pouco acentuado, sub-longilíneo.

Excelente guarda das herdades e quintas do Alentejo, é, também, um cão de guarda de rebanhos de muito préstimo; menos vigilante durante o dia, mas agressivo para com os desconhecidos.

II - Cabeça

Lembra a cabeça de urso; mais larga na extremidade do crânio, menos larga e menos abaulada na base; proporcionada à corpulência.

Nariz
Oval, com a ponta ligeiramente truncada de cima para baixo e de diante para trás; de cor negra.

Chanfro
Abaulado; recto; de comprimento inferior ao comprimento do crânio; de largura média.

Lábios
Ligeiramente curvos à frente, sobrepostos, rasgados; delgados; firmes; de perfil inferior ligeiramente curvo.

Maxilas
Fortes e bem desenvolvidas; boa oposição.

Chanfradura nasal (Stop)
Esbatida; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais são divergentes.

Crânio
Larga; abaulado nos dois eixos; arcadas supraciliares não salientes; sulco frontal pronunciado entre e acima dos olhos; protuberância occipital pouco aparente, com espaço inter-auricular e regularmente encurvado.

Olhos
De expressão calma; quase à superfície da face; escuros; horizontais, elípticos e pequenos; pálpebras com pigmentação negra.

Orelhas
Inserção mediana; dobradas e pendentes para o lado e pouco móveis. Quando fitam mantêm-se dobradas, erguem-se na base e pregueiam no sentido vertical. Triangulares, de base estreita e com dimensão semelhante ao eixo médio do pavilhão; pequenas.

Pescoço
Bem ligado; direito; curto; forte; barbela regular.

III - Membros anteriores

Fortes, afastados, bem aprumados, vistos de frente e de lado.

Espádua e braço
Fortes; de comprimento médio; afastados e pouco inclinados; bem desenvolvidos e musculados; ângulo da espádua aberto.

Antebraço
Vertical e comprido; grosso e bem musculado.

Carpo
Grosso.

Metacarpo
Grosso; de comprimento médio; ligeiramente inclinado.


Não espalmado, com dedos grossos, bem unidos e compridos; dedos não muito encurvados; unhas fortes, de cor variando com a pelagem; palmas espessas e resistentes.

IV - Tronco

Forte, bem musculado, comprido, volumoso, ligeiramente mergulhante e arqueado. A sua linha inferior é ligeiramente oblíqua de frente para trás e de baixo para cima.

Peitoral
Não muito aparente; amplo.

Peito
Bem descido; largo; profundo e com esterno quase horizontal.

Costelas
Direitas; de direcção ligeiramente oblíqua.

Dorso
Direito e ligeiramente mergulhante; comprido.

Lombo
De comprimento médio e recto; largo e ligeiramente abaulado; bem musculado.

Ventre e Flancos
Proporcionados à corpulência; não arregaçado, seguindo a linha do esterno.

Garupa
De comprimento médio, em relação com a corpulência; larga e alta; ligeiramente
descaída.

V – Membros posteriores

Fortes, afastados, bem aprumados vistos de trás e de lado.

Coxa
Comprida; larga; musculada mas não aparente

Perna
Medianamente inclinada; de comprimento médio; musculada.

Tarso (Curvilhão)
De altura média; de comprimento médio e enxuto; ângulo do jarrete de regular abertura.

Metatarso
Grosso; de comprimento médio; ligeiramente inclinado; pode apresentar dedos suplementares (presunhos) simples e duplos.


Não espalmado, com dedos grossos, bem unidos e compridos; dedos não encurvados; unhas fortes e de cor variando com pelagem; palmas espessas e resistentes.

Cauda
Inserção média; grossa e encurvada, voltada na ponta, mas não quebrada; comprida; quando em repouso, cai entre e abaixo dos curvilhões, quando em acção pode enrolar.

VI – Pelagem

Pêlo
De cor preta, lobeira, fulva ou amarela, malhadas de branco ou branca malhada daquelas cores, raiadas, riscadas ou tigradas; curto ou meio comprido, de preferência; grosso; liso; denso; regularmente distribuído e até nos espaços inter-digitais.

Pele
Mucosas internas e externas parcial ou totalmente pigmentadas de negro; pele pouco laxa e grossa.

VII – Altura

De 66 a 74 cm para os cães e de 64 a 70 cm para as cadelas.
Peso – 40 a 50 kg nos machos; de 35 a 45 kg nas fêmeas.


VIII – Andamentos

Pesados, lentos e bamboleantes.

IX – Defeitos e penalizações

Apresentação
mau aspecto geral, magreza ou obesidade;

Nariz
afilado ou truncado verticalmente;

Chanfro
comprido;

Pescoço
ausência de barbela;

Garupa
muito descaída;

Cauda
inserção alta ou baixa ou enrolada, quando em repouso;

Pelagem
má apresentação;

Corpulência
aligeirada.

DEFEITOS - DESQUALIFICAÇÕES

Cabeça
estreita e comprida;

Chanfro
excessivamente comprido ou de perfil curvo;

Maxilas
prognatismo ou enognatismo;

Crânio
chato e estreito;

Olhos
claros, de cor ou tamanho diferentes ou parcialmente cobertos pela terceira pálpebra;

Orelhas
inserção alta ou baixa, grandes e redondas;

Cauda
amputada, curta ou ausente de nascença;

Pêlo
raso;

Mucosas
ausência de pigmentação negra na ponta do focinho, ventas, boca e lábios (albinismo).

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Cão da Serra de Aires

A origem desta raça não está perfeitamente definida, julgando-se que descenda da raça Berger de Brie
Esta raça está incluída no 1º Grupo da Classificação de Raças de Cães.

É uma raça de porte médio.

São animais amigáveis e fiéis, mas por vezes agressivos com desconhecidos.
São animais utilizados na guarda e condução de rebanhos de pequenos ruminantes.
 

I - Aspecto geral e aptidões

Cão de corpulência média, sub-longilíneo. Excepcionalmente inteligente e muito vivo, dotado de rusticidade e sobriedade apreciáveis, muito dedicado ao pastor e aos gados que vigia, é esquivo para os estranhos e vigilante de noite. Tem atitudes e aparência simiescas, pelo que, no seu solar, o conhecem por "cão macaco".

Utilizado, com mais frequência no Alentejo, na guarda e condução de rebanhos de ovelhas e cabras, de varas, de manadas e de piaras, distingue-se pela forma hábil como mantém os gados nas pastagens, os conduz e busca os animais que se tresmalham.

II - Cabeça
Forte, larga, não comprida, nem globosa.

Nariz
Bem destacado, ligeiramente arrebitado e com narinas amplas; arredondado, cilíndrico e truncado quase verticalmente; de cor negra, de preferência, ou mais escura do que a da pelagem.

Chanfro
Quase cilíndrico; de perfil rectilíneo ou ligeiramente concavilíneo; curto, medindo cerca de dois terços do comprimento do crânio; de largura proporcional ao comprimento e à forma.

Lábios
Unidos, não sobrepostos; delgados; firmes; rasgados quase a direito.

Maxilas
De desenvolvimento normal; perfeita oposição das duas maxilas, com dentes brancos e sólidos.
Chanfradura nasal (Stop)
Bem marcada; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais são divergentes.

Crânio
Pouco mais comprido do que largo; abaulado nos dois eixos, mas mais no sentido lateral, arcadas supra-ciliares não salientes; sulco frontal acentuado e até meio da fronte; espaço inter-auricular quase plano com protuberância occipital aparente.

Olhos
Expressão viva e inteligente mas dócil; bem aflorados; de preferência de cor escura; arredondados, de médio tamanho e rasgados horizontalmente; pálpebras pigmentadas de negro ou sempre mais escuras do que a cor da pelagem.

Orelhas
Inserção alta; pendentes e não quebradas, quando inteiras e direitas quando cortadas; triangulares; de tamanho médio, finas e lisas.

Pescoço
Ligação harmoniosa com a cabeça e com o tronco; direito e ligeiramente subido; de grossura regular; sem barbela.

III - Membros anteriores
Fortes, regularmente afastados e bem aprumados de frente e dos lados.

Espádua e braço
Fortes; de comprimento médio; bem musculados; ângulo da espádua recto.

Antebraço
Vertical e bem musculado.

Carpo
Enxuto e não saliente.

Metacarpo
De grossura regular; de comprimento médio; não muito inclinado de cima para baixo e de trás para a frente.


Arredondado, não espalmado; dedos compridos e unidos, com curvatura pronunciada; unhas compridas, fortes e negras ou mais escuras do que a pelagem; palmas espessas e resistentes.

IV - Tronco
Linha superior do tronco pouco mergulhante; linha inferior do tronco subida.

Peitoral
Proeminente e descido para trás e para baixo; amplo.

Peito
Bem descido, de largura média e profundo.

Costelas
Pouco arqueadas, sendo as arcadas costais ovais; oblíquas da frente para trás.

Dorso
Direito ou ligeiramente mergulhante e comprido.

Lombo
Curto e arqueado; largo e abaulado; bem musculado e bem ligado ao dorso e à garupa.

Ventre e Flancos
Regularmente volumoso, ligeiramente subido.

Garupa
De comprimento e largura médios; ligeiramente descaída.

V – Membros posteriores
Fortes, regularmente afastados, bem aprumados de trás e dos lados.

Coxa
de comprimento e largura médios; bem musculada.

Perna Pouco inclinada; comprida; bem musculada.

Tarso (Curvilhão) – Mais baixo do que alto; de largura regular, forte e enxuto; ângulo do jarrete medianamente aberto.

Metatarso
De grossura regular, mas forte; de comprimento médio, não muito inclinado de cima para baixo e de trás para a frente; pode apresentar presunhos simples e duplos.


Arredondado, não espalmado; dedos compridos, com curvatura pronunciada; unhas compridas, fortes e negras ou mais escuras do que a pelagem; palmas espessas e resistentes.

Cauda 
Inserção alta; pontiaguda, afilando desde a base; tocando os curvilhões; em repouso cai entre as nádegas mais ou menos arqueada e voltada na ponta; em acção estende-se um pouco arqueada e abana ou ergue-se enrolada.

VI – Pelagem

Muito comprida, lisa ou pouco ondeada, formando longas barbas, bigode e sobrancelhas, mas deixando ver os olhos.

Pêlo
As cores são a amarela, a castanha, a cinzenta, a fulva e a lobeira, com as variedades clara, comum e escura ou torrada e a preta; mais ou menos afogueadas e interpoladas, mas nunca malhadas, a não ser uma pequena malhinha no peitoral; pelagem muito comprida na cabeça, tronco e membros, incluindo os espaços inter-digitais; pêlos de grossura média e de textura cabria; regularmente densos e repartidos por todo o corpo; ausência de sub-pêlo ou lã.

Pele
As mucosas internas e externas, são de preferência, pigmentadas; a pele não é muito tensa.

VII – Altura
Machos – 45 a 55 cm; Fêmeas – 42 a 52 cm.
PESO – 12 a 18 kg.

VIII – Andamentos
Ligeiros e suspensos, predominando o trote; o galope, quando o trabalho o exige, é energético.


 
IX – Defeitos e penalizações
Nariz – pontiagudo;
Lábios - sobrepostos ou pendentes;
Chanfradura nasal - pouco marcada;
Olhos - claros, pequenos, não arredondados ou oblíquos;
Orelhas - dobradas;
Tronco - linha superior enselada ou demasiadamente mergulhante, linha inferior alebrada;
Garupa - horizontal ou derreada;
Cauda - inserção baixa, curta ou enrolada sobre o dorso, em repouso;
Unhas - brancas;
Pelagem - pêlo pouco áspero ou malha branca no peitoral.


 
DESQUALIFICAÇÕES
Cabeça - estreita e comprida;
Chanfro - perfil convexilíneo;
Maxilas - defeituosa oposição;
Crânio - achatado, em bola ou estreito;
Orelhas - inserção baixa;
Cauda - amputada ou ausente de nascença;
Pêlo - pouco comprido, frisado e encaracolado; brancos nas extremidades dos membros ou malhados;
Altura - nanismo.

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Cão de Água Português

Em tempos idos o Cão de Água Português ocupava praticamente todo o litoral português, onde era utilizado como ajudante dos pescadores, por ser um bom nadador e mergulhador, ajudando na recolha das redes e impedindo a fuga do peixe. Actualmente encontra-se essencialmente no Algarve
Esta raça está incluída no 8º Grupo da Classificação de Raças de Cães.
É uma raça de porte médio.
São animais leais, corajosos e obedientes.
A sua utilização actual é essencialmente como animal de companhia.
 

I - Aspecto geral e aptidões

Cão mesomorfo, sub-convexilíneo com tendências para rectilíneo; tipo bracóide.

Nadador e mergulhador exímio e resistente, é inseparável companheiro do pescador, a quem presta inúmeros serviços, tanto na pesca como na guarda e defesa do seu barco e propriedade. Durante a faina da pesca, atira-se voluntariamente ao mar para apanhar e trazer o peixe escapado, mergulhando se for necessário, e procedendo da mesma forma se alguma rede se parte ou algum cabo se solta. É empregado também como agente de ligação entre o barco e a terra, e vice-versa, mesmo quando a distância é apreciável.

Animal de inteligência invulgar, compreende e obedece facilmente com alegria a todas as ordens ao seu dono.

Cão de temperamento ardente, voluntarioso e altivo, sóbrio e resistente à fadiga. Tem a expressão dura e um olhar penetrante e atento. Possui grande poder visual e apreciável sensibilidade olfactiva.

Tipo mediolíneo, harmónico de formas, equilibrado, robusto e bem musculado.
Apreciável desenvolvimento muscular devido ao constante exercício da natação.

II - Cabeça
Bem proporcionada, forte e larga.

Crânio
Visto de perfil o seu comprimento predomina levemente sobre o do chanfro. A sua curvatura é mais acentuada posteriormente e a crista occipital é pronunciada. Visto de frente os parietais têm a forma abobada com leve depressão central, a fronte é ligeiramente escavada, o sulco frontal prolonga-se até dois terços dos parietais e as arcadas supra-ciliares são proeminentes.

Chanfro
Mais largo na base que na extremidade. A chanfradura nasal é bem definida e situada um pouco atrás do canto interno dos olhos.

Narinas
Largas, abertas e de fina pigmentação. De cor preta nos exemplares de pelagem preta, branca e suas combinações. Nos acastanhados, a cor segue a tonalidade de pelagem, mas nunca deve ser almarada.

Beiços
Fortes especialmente na parte da frente. Comissura não aparente. Mucosa bocal (céu da boca, debaixo da língua e gengivas) acentuadamente pigmentada de preto.

Maxilas
Fortes e correctas.

Dentes
Bons e não aparentes. Caninos fortes e desenvolvidos.

Olhos
Regulares, aflorados, arredondados, afastados e levemente oblíquos. A coloração da íris é preta ou castanha e as pálpebras, que são finas, orladas de preto. Conjuntiva não aparente.

Orelhas
Inserção acima da linha dos olhos, colocadas contra a cabeça, levemente abertas para trás e cordiformes. Leves e a sua extremidade nunca ultrapassa a garganta.


III - Membros anteriores
Fortes e direitos.

Espádua
Bem inclinada de perfil e transversalmente. Forte desenvolvimento muscular.

Braço
Forte e de comprimento regular. Paralelo à linha média do corpo.

Antebraço
Comprido e de forte musculatura.

Carpo
Forte ossatura, mais largo de frente que de lado.

Metacarpo
Longo e forte.

Mão
Arredondada e espalmada. Dedos pouco arqueados, de comprimento médio. A membrana digital, que acompanha o dedo em todo o seu comprimento, é constituída por tecidos flácidos e guarnecida por abundante e comprida pelagem. As unhas pretas são as preferidas, mas, segundo as pelagens, também são admitidas as brancas, raiadas ou castanhas. Unhas levemente afastadas do solo. Sola rija no tubérculo plantar e de espessura normal nos tubérculos digitais.


IV - Tronco

Pescoço

Direito, curto, redondo, musculado, bem lançado e de porte alto, ligando-se ao tronco de uma forma harmoniosa. Sem colar nem barbela.

Peito
Largo e profundo. O seu bordo inferior deve tocar o plano do codilho. As costelas são compridas e regularmente oblíquas, proporcionando grande capacidade respiratória.

Garrote
Largo e não saliente.

Dorso
Direito, curto, largo e bem musculado.

Lombo
Curto e bem unido à garupa.

Abdómen
Reduzido volume e elegante.

Garupa
Bem conformada, levemente inclinada; ancas simétricas e pouco aparentes.

Cauda
Inteira, grossa à nascença e de fina terminação. Inserção média. O seu comprimento não deve ultrapassar o curvilhão. Na atenção enrola-se em óculo, não indo além da linha média dos rins. É um precioso auxiliar na natação e mergulho.


V – Membros posteriores
Bem musculados e direitos.

Coxa
Forte e de regular comprimento. Muito bem musculada. A rótula não se afasta do plano médio do corpo.

Perna
Comprida e muito bem musculada. Não se afasta do plano médio do corpo. Bem inclinada no sentido antero-posterior. Toda a estrutura ligamentosa é forte.

Nádega
Comprida e de boa curvatura.

Tarso
Forte.

Metatarso
Comprido. Nunca há dedos suplementares.

Pés
Em tudo idênticos às mãos.

Aprumos
Os aprumos dos membros anteriores e posteriores são regulares. Admitem-se os membros anteriores levemente estacados e os posteriores um pouco acurvilhados.

VI – Pelagem
Todo o corpo se encontra abundantemente revestido de resistente pêlo. Há duas variedades de pelagem: uma comprida e ondulada e outra mais curta e encarapinhada.

A primeira variedade é ligeiramente lustrada e fofa, a segunda atochada, baça e reunida em mechas cilindriformes. À excepção dos sovacos e virilhas os pêlos distribuem-se por igual em todo o tegumento. Na cabeça tomam o aspecto de trunfa, na pelagem ondulada e de carapinha na outra variedade. O pêlo das orelhas adquire maior comprimento na variedade de pelagem ondulada.

A coloração da pelagem é simples ou composta: naquela existe o branco, preto e castanho nas suas tonalidades; nesta, misturas de preto ou castanho com o branco.

A pelagem branca deve existir sem albinismo, pelo que as ventas, bordos palpebrais e interior da boca devem ser pigmentados de negro.

Nos exemplares onde entram as cores preta e branca a pele é ligeiramente azulada.

Não tem pelugem.

É característica nesta raça a tosquia parcial da pelagem, quando esta se torna muito comprida. A metade posterior do corpo, o focinho e a cauda são tosquiados, ficando todavia nesta uma pequena borla na ponta.


VII – Altura
Nos machos a altura típica é de 54 cm, admitindo-se à classificação um mínimo de 50 cm e um máximo de 57 cm.

Nas fêmeas a altura deve ser de 46 cm, com o mínimo e máximo respectivamente de 43 e 52 cm.


VIII – Andamentos
Movimentos desembaraçados, passo curto, trote ligeiro e cadenciado, galope enérgico.

IX – Defeitos / Desqualificações
Cabeça

muito longa, estreita, chata e afilada;

Chanfro
muito afunilado ou pontiagudo;

Maxilas
prognatismo em qualquer das maxilas;

Olhos
gázeos, claros, desiguais na forma ou no tamanho, muito salientes ou muito encovados;

Orelhas
má inserção, muito grandes, muito curtas ou dobradas;

Cauda
amputada, rudimentar ou não existente, pesada, caída na acção ou erecta perpendicularmente;

Pés
existência de presunhos;

Pelagem
albinismo, narinas almaradas no todo ou em parte, pêlo diferente dos tipos, descritos;

Corpulência
gigantismo ou nanismo;

Surdez
congénita ou adquirida.

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Cão da Serra da Estrela

É uma das raças caninas mais antigas da Península Ibérica. O seu solar é a região da Serra da Estrela, onde tradicionalmente era utilizada na guarda de rebanhos.
Esta raça está incluída no 2º Grupo da Classificação de Raças de Cães.
É uma raça de porte grande.
São animais fiéis, dóceis e meigos, mas agressivos com estranhos.
Utilizada essencialmente como raça de guarda de rebanhos e propriedades.

I - Aspecto geral e aptidões

Cão convexilíneo, molossóide, tipo mastim; inseparável companheiro do pastor e guarda fiel do rebanho que, encarniçadamente, defende contra os lobos e roubadores de gado. Esplêndido guarda de quintas e habitações; de defesa pessoal e até utilizado, com vantagem, como animal de tracção.
Animal rústico, bem entroncado, com viveza de andamentos e imponente de atitudes. Olhar vivo, calmo e expressivo. Respeitável pela sua poderosa agressividade para com os estranhos e de uma docilidade característica junto do pastor.

Bem proporcionado, morfologicamente perfeito, de uma acentuada de conjunto, reveladora de uma pureza étnica radicada pelo tempo.


II - Cabeça
Forte, volumosa, de maxilas bem desenvolvidas. Pele lisa no crânio e na face. Alongada e ligeiramente convexa; de chanfradura nasal (stop) pouco pronunciada, e a uma distância aproximadamente igual da ponta do focinho e do vértice do crânio. Boa inserção. Proporcionada ao corpo, bem como o crânio em relação à face, o que lhe dá, em conjunto, uma acentuada harmonia.

Região crânio frontal
Bem desenvolvida, arredondada e de perfil convexo.

Crista occipital
Apagada.

Orelhas
Pequenas, em relação ao conjunto (11 cm de comprimento por 10 cm de largura); delgadas, trianguliformes, arredondadas na ponta; pendentes; de média inserção; inclinadas para trás; caindo lateralmente, encostadas à cabeça e deixando ver, na base, um pouco da face interna. São permitidas as orelhas cortadas, tendo, porém, preferência, as orelhas inteiras.

Olhos
Horizontais, aflorados, de forma oval; regulares no tamanho, iguais e bem abertos; de expressão inteligente e calma; cor âmbar escuro, de preferência. Pálpebras fechando bem, e de bordos orlados de negro. Sobrolhos um tanto aparentes.

Chanfro
alongado, estreitando para a ponta, sem afilamento; tende para o rectilíneo, na sua maior extensão, e muito ligeiramente convexo junto ao bico.

Ventas
Direitas, largas e bem abertas. Sempre mais escuras do que a pelagem e, de preferência, pretas.

Boca
Bem rasgada, de lábios grandes, pouco espessos, não pendentes e bem sobrepostos. Mucosa bocal e céu da boca intensamente pigmentados de preto, bem como os bordos labiais. Dentes fortes, brancos, bem implantados e adaptando-se bem.


III - Tronco
Pescoço
Direito, curto e grosso; bem saído, bem unido e embarbelado sem demasia.

Peito
Bem arqueado, sem ser cilíndrico; largo, profundo e bem descido.

Linha superior
Dorso quase horizontal e de preferência curto; rins largos, curtos, bem musculados e bem unidos com a garupa, que é um pouco descida.

Linha inferior
Abdómen pouco volumoso, proporcionado à corpulência do animal, ligando-se insensivelmente com as regiões confinantes; a linha inferior deve elevar-se, de uma forma gradual, mas suave, do esterno às virilhas.

Cauda
Inteira, comprida, chegando até à ponta do curvilhão, quando o animal está tranquilo. Grossa, em cimitarra; de média inserção; bem guarnecida de pêlos e franjada nos cães de pêlo comprido, formando gancho na ponta. Porte baixo da horizontal, caindo naturalmente entre as coxas quando parado. Excitado o animal e em movimento, a cauda ultrapassa a horizontal, encurvando-se para cima, para diante, para o lado e para baixo.


IV - Membros anteriores e posteriores
Bem aprumados, quando colocado o animal em posição conveniente. Antebraços e canelas aproximando-se da forma cilíndrica. Esqueleto bem constituído, bem musculado e com forte ossatura. Articulações grossas; ângulos de abertura regular, com grande facilidade de movimentos. Curvilhão um pouco descido, regularmente aberto e de boa direcção, seguindo-se-lhe uma canela vertical.

Pés - Proporcionados à corpulência do animal. Bem constituídos; nem muito redondos, nem alongados em excesso; intermédios dos pés de gato e de lebre, de forma a evitar o espalmado. Dedos grossos, bem unidos e providos de pêlos abundantes nos espaços inter-digitais e entre os tubérculos plantares. Palmas grossas e duras. Unhas escuras, ou antes pretas e bem saídas.

Podem apresentar presunhos simples ou duplos.


VI – Pelagem

Pêlo

Forte, ligeiramente grosseiro, sem demasiada aspereza, fazendo lembrar, um pouco, o pêlo de cabra; liso ou ligeiramente ondulado e assente em quase todo o corpo; muito abundante, quer se trate da variedade de pêlo curto ou a de pêlo comprido.
Normalmente o pêlo apresenta-se desigual em certas regiões. Nos membros, dos codilhos e curvilhões abaixo, é mais curto e denso, assim como na cabeça; nas orelhas diminui de comprimento da base para a ponta, tornando-se fino e macio, é mais comprido na cauda, que é farta, grossa e franjada na variedade de pêlo comprido, em volta do pescoço e bordo inferior, formando barbela e nas nádegas, que são abundantemente franjadas, bem como a face posterior dos antebraços, sobretudo nos de pêlo comprido.
A pelugem é constituída por pêlos finos, curtos, abundantes e emaranhados na base dos pêlos grosseiros e, de ordinário, mais clara que a pelagem. Encontra-se, principalmente, na variedade de pêlo comprido.

Cores
Só são admitidas as pelagens fulva, lobeira e amarela, unicolores ou com malhas brancas.


VII – Altura
De 65 a 72 cm para os cães e de 62 a 68 cm para as cadelas.


VIII – Andamentos
Movimentos normais e fáceis.


 
IX – Defeitos - penalizações e desqualificações
Cabeça
muito estreita , comprida e afilada;

Maxilas
prognatismo;

Olhos
gázeos ou desiguais de tamanho;

Orelhas
má inserção, muito grandes, carnudas e redondas;

Cauda
amputada, rudimentar ou falta de nascença;

Pelagem
albinismo, ventas muito claras e, em especial, almaradas, pêlo afastando-se muito do tipo natural;

Corpulência
excessiva (gigantismo) ou diminuta (nanismo), podendo conceder-se uma tolerância de mais ou menos 4 cm.

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Cão de Castro Laboreiro

Raça cujo solar é Castro Laboreiro.

A sua dispersão para o centro e sul de Portugal não é muito importante. É a raça portuguesa mais antiga.
Esta raça está incluída no 2º Grupo da Classificação de Raças de Cães.
É uma raça de porte grande.
São animais fiéis e corajosos

É essencialmente uma raça de guarda de gado, muito feroz com os lobos, e de guarda de propriedade.
 
I - Aspecto geral e aptidões
Cão tendendo para rectilíneo, lupóide, tipo amastinado.
Companheiro leal e dócil para quem com ele mais prive, é indispensável na protecção dos gados contra o ataque dos lobos que, nas imediações do solar, ainda hoje abundam. Sentinela ideal pela vigilância constante que exerce nos pontos confiados à sua guarda, rondando-os com frequência.

Animal vigoroso, de agradável conjunto morfológico e algumas vezes de vistosa pelagem. Nobre de índole, tem a expressão severa e rude e a rusticidade de montanhês. Desembaraçado de andamentos, ágil e nervoso, toma atitudes de franca hostilidade sem, contudo, ser brigão. Tem um ladrar de certo modo característico, muito alto, começando em tons variáveis, mas em geral graves, e terminando em agudos prolongados como que uivantes.


II - Cabeça
Regular de tamanho, denotando leveza e não empastamento; seca, sem ser descarnada; bem guarnecida de tegumento, mas sem rugas; maxilas potentes e bem cerradas; comprida e aproximando-se do tipo rectilíneo; bem inserida.

Chanfradura nasal (Stop)
Pouco acentuada, a maior distância do vértice do crânio do que da ponta do focinho.

Região crânio-frontal
Regularmente desenvolvida e ligeiramente saliente; sulco frontal quase nulo; perfil aproximando-se do rectilíneo.

Crista occipital
Pouco pronunciada.

Orelhas
Regulares (12 cm de comprimento por 12 cm largura), pouco espessas e de forma aproximadamente triangular, mas arredondadas na ponta; pendentes, de inserção um pouco acima da média, caindo naturalmente, e paralelamente, de um e outro lado da cabeça, como que placadas. Quando o animal está atento, a orelha volta-se para diante, até o castanho escuro, quase preto, nas pelagens mais carregadas.

Chanfro
Comprido, forte, direito em toda a sua extensão, adelgaçando gradualmente para a ponta do focinho, mas sem ser estreito nem pontiagudo.

Ventas
Bem pronunciadas, grandes, direitas, bem abertas e sempre pretas.

Boca
Bem fendida, de beiços regulares, não pendentes, nada carnudos, ajustando-se bem e de comissuras pouco aparentes. Mucosa bocal, céu da boca e bordos labiais fortemente pigmentados de preto. Dentes inteiros, brancos, fortes, adaptando-se bem e bem implantados em maxilas poderosamente musculadas.


IV - Tronco

Pescoço
Direito, bem constituído, curto, de grossura proporcional, bem ligado ao tronco e duma boa inserção cefálica, o que faculta à cabeça um altivo porte e sem barbela.

Peito
Em ogiva, alto. Largo e regularmente profundo.

Linha superior
Dorso horizontal e de regular comprimento; região lombar forte, larga, curta e bem musculada, ligando-se de uma forma harmoniosa com a garupa, que se lhe segue a constituir um plano do esterno às virilhas.

Linha inferior
Ventre nada volumoso e até ligeiramente retraído, mostrando sensível diferença de nível entre as regiões xifoidêa e púbica, o que dá uma linha inferior de apreciável inclinação de esterno às virilhas.

Cauda
Inteira, descendo até ao curvilhão, quando o animal está sossegado. Troço caudal longo e grosso na base, muito encabelado por baixo. Cauda em alfange, de airoso porte, seguindo-se à garupa segundo uma bela linha de inserção, mais alta do que a média, e caída naturalmente entre as felpudas nádegas, mas destacando-se delas. De ordinário pendente, quando excitado o animal, a cauda ultrapassa a linha do dorso, inclina-se para cima, para diante e um pouco para o lado, mas nunca para baixo em trompa.


V - Membros anteriores e posteriores
Muito correcto de aprumos dos quatro membros, quando vistos pela frente e por trás; de perfil, a correcção mantém-se nos anteriores; nos outros, a linha do curvilhão abaixo inclina-se um pouco para diante da vertical (ligeiramente acurvilhados).

Ossatura bem desenvolvida e bem coberta de músculos poderosos, sobretudo no braço e coxa, que se apresenta bem fornecida de exuberantes, facilmente apreciáveis por detrás.

Antebraços e quartelas um tanto cilindróides.

Articulações e ângulos articulares bem desenvolvidos; ângulos de regular abertura, sendo o escápulo-umeral quase recto e o tíbio-társico medianamente obtuso; antebraços direitos e diminuindo gradualmente de volume de cima para baixo, até à quartela, que se apresenta nem muito comprida nem dobrada em excesso (não quarteludo).

Pés
proporcionais à corpulência e mais arredondados que compridos, tendendo para o pé felino. Dedos grossos, naturalmente encurvados, sem desvios para fora (espalmados) ou para dentro (enclavinhados) e bem unidos. Palmas grossas e coriáceas; unhas bem nascidas, pretas ou cinzento escuro, lisas, rijas e de gastamento regular.
Podem apresentar presunhos simples ou duplos.


VI – Pelagem
Pêlo
grosso, resistente um tanto rude ao tacto, ligeiramente baço, liso, bem assente em quase toda a superfície do corpo e muito basto; é predominante o pêlo curto (5 cm aproximadamente) e abaixo ou acima dele são raros os exemplares que o apresentam.
Em regra é mais curto e basto na cabeça, orelhas, onde se apresenta fino e macio, e nas extremidades, codilhos e curvilhões abaixo; é espesso e longo na cauda, sobretudo por debaixo, dando-lhe uma maior grossura na parte média e também nas nádegas, que são muito cabeludas.

Não tem pelugem.

Cores
É vulgar o lobeiro nas suas tonalidades, claro, comum e escuro, vendo-se mais esta última. Excepcionalmente, podem aparecer no mesmo indivíduo estas três variedades em regiões diferentes: o lobeiro escuro na cabeça, dorso e espáduas, o lobeiro comum no tórax, garupa e coxas e o lobeiro claro no ventre, terços e bragadas.

A preferência é a cor do monte, assim denominada pelos autóctones, considerada pelos criadores das regiões castrenses como característica étnica: pelagem composta, alobatada, pardusca, com cambiantes mais ou menos carregadas, no preto, tendo à mistura, no todo ou em parte, pêlos castanhos, cor de pinhão, ou avermelhados, cor de mogno.


VIII – Andamentos
Movimentos de locomoção rítmicos e fáceis, deslocando-se os membros paralelamente ao plano sagital do corpo.
O passo normal e às vezes o passo travado, são os que mais utiliza para se deslocar, a não ser que uma causa determinante o leve a mover-se mais apressadamente (trote ou galope).


IX – Defeitos - penalizações e desqualificações
Cabeça
muito volumosa, ossuda ou carnuda, muito estreita, comprida e pontiaguda;

Olhos
gázeos ou desiguais em tamanho;

Orelhas
de inserção atípica, muito grandes, carnudas e redondas (orelhudos);

Surdez
congénita ou adquirida;

Ventas
de qualquer cor que não seja a preta, que é típica;

Maxilas
prognatismo ou enognatismo;

Cauda
em trompa, rudimentar, amputada ou não existente;

Corpulência
muito além ou muito aquém do normal (gigantismo ou nanismo);

Pelagem
malhada ou diferindo muito do tipo racial, albinismo.

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Cão de Fila de São Miguel

Raça oriunda de da ilha de São Miguel nos Açores. É uma raça utilizada na condução de gado em pastoreio pelo que é conhecida com a designação de “cão das vacas”.
Esta raça está incluída no 1º Grupo da Classificação de Raças de Cães.
É uma raça de porte médio.
São animais amigáveis, podendo no entanto ser agressivos com estranhos.
São bons animais de guarda de propriedade e de guarda pessoal.
 
I - Aspecto geral e aptidões
Cão ligeiramente mais comprido do que alto, forte e rústico.
Cão de gado por excelência, é também um bom guarda de propriedade e defesa pessoal. De temperamento agressivo para com os estranhos mas dócil para o seu dono. Muito inteligente, com grande capacidade de aprender. Na sua função de gado leiteiro morde baixo, com o objectivo de não ferir o úbere das vacas. No entanto, pode morder mais alto no caso de se tratar de gado tresmalhado.


II - Cabeça
Forte, de aspecto quadrado. Eixos longitudinais superiores crânio-faciais paralelos.

Crãnio
Largo, ligeiramente abaulado, protuberância occipital pouco aparente.

Chanfradura
Pronunciada.

Trufa
Larga e de cor negra.

Chanfro
Recto, ligeiramente abaulado, de comprimento um pouco inferior ao comprimento um pouco inferior ao comprimento do crânio.

Lábios
Bem pigmentados, sobrepostos, rasgados, firmes, de perfil inferior ligeiramente curvo.

Maxilas
Muito fortes, bem desenvolvidas. Com boa oposição.

Dentes
Dentição completa com fecho em tesoura ou em pinça.

Olhos
Ovais, expressivos, ligeiramente encovados, castanhos escuros, horizontais, tamanho médio.

Orelhas
Inserção acima da média. Quando não cortadas são de tamanho médio triangulares e pendentes mas ligeiramente afastadas da face. São correctamente cortadas em redondo.

Pescoço
Com boa ligação, direito, forte e de comprimento médio.
Não tem barbela.


III - Tronco
Forte, musculado, com peitoral amplo.

Peito
Largo e descido.

Dorso
Direito.

Lombo
De comprimento médio largo e bem musculado.

Linha inferior
Perfil inferior ascendente, ventres e flancos proporcionais ao corpo.

Garupa
De comprimento médio em relação ao corpo predominante em relação ao garrote.


 
IV - Membros anteriores
Fortes afastados e direitos. Espádua com angulação ligeiramente aberta.
Braços fortes de comprimento médio bem musculados.

Antebraço
Grosso e bem musculado.

Carpo
Grosso.

Metacarpo
Grosso, de comprimento médio.

Mão
Oval, com dedos e unhas fortes.


V – Membros posteriores
Fortes, medianamente afastados.

Coxa
Comprida, musculada, com ângulo coxo-femural aberto.

Perna
De comprimento médio, musculada.

Tarso
De altura média, de comprimento médio. Pode apresentar presunhos.


Oval, com dedos fortes, não muito curvados. Unhas fortes.

Cauda
Inserção alta, grossa, de tamanho médio e ligeiramente encurvada. Encurtada pela 2.ª ou 3.ª vértebra.


VI – Pelagem
Curta, lisa, densa, com pêlo de textura forte, ligeiramente franjada na cauda, região anal e posterior.

Cor - Fulvo, cinza ou amarelo, nas tonalidades claro e escuro, devendo ser sempre raiada e podendo ter malha branca na região frontal e mento-peitoral, podendo ser manalvo, pedalvo ou quadralvo

Pele - Grossa e pigmentada.


VIII – Andamentos
Fáceis e soltos. Em movimento o posterior é ligeiramente bamboleante.
 

VII – Altura e peso
50-60 centímetros para cães.
48-58 centímetros para cadelas.
25 a 35 kg para cães.
20 a 30 kg para cadelas.
 

IX – Defeitos - penalizações e desqualificações
Penalizantes
Ligeiro prognatismo. Eixos crânio-faciais convergentes.

Desclassificativos
Forte prognatismo. Eixos crânio-faciais divergentes.

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Podengo Português

É a mais comum das raças portuguesas e existe em três variedades, grande, médio e pequeno.
Esta raça está incluída no 5º Grupo da Classificação de Raças de Cães.

Raça de caça, especialmente apta para a caça ao coelho, pelo que os animais são conhecidos pela designação de “coelheiros”.

É raça também muito utilizada para companhia.
São animais de grande vivacidade.








I - Aspecto geral e aptidões


Cão sub-mediolíneo, de média corpulência; bem proporcionado, com bom esqueleto e bem musculado; dotado de muita vivacidade e inteligência; sóbrio e rústico.

Vive com mais frequência no Norte do País e é aproveitada a sua natural vocação como cão de caça ao coelho, caçando em matilha ou isoladamente, sendo, também, conhecido por coelheiro. É ainda utilizado naquelas, como cão de vigia.
 
II - Cabeça
Seca e em forma de tronco de pirâmide quadrangular, com base larga e extremidade bastante afilada.

Nariz
Adelgaçado e truncado obliquamente, é proeminente na ponta; de cor mais carregada do que a da pelagem.

Chanfro
De forma encurvada; de perfil recto; mais curto do que o crânio; mais largo na base do que na ponta.

Lábios
Encostados; finos, firmes, rasgados a direito.

Maxilas
Normais com dentes brancos e sólidos; regular oposição das duas maxilas.

Chanfradura nasal (Stop)
Pouco acentuada; os eixos longitudinais superiores crânio-faciais são divergentes.

Crânio
Plano; perfil quase recto; arcadas supra-ciliares salientes; sulco frontal pouco pronunciado; espaço inter-auricular horizontal com protuberância occipital saliente.

Olhos
Expressão de olhar muito viva; olhos pouco salientes nas órbitas; da cor do mel à da castanha, consoante a pelagem; oblíquos e pequenos; pálpebras com pigmentação mais carregada do que a cor da pelagem.

Orelhas
Inserção oblíqua e média; direitas, com grande mobilidade, verticais para diante, quando atentos; pontiagudas, largas na base, de forma triangular; finas, com altura apreciável e maior do que a base.

Pescoço
Ligação harmoniosa com a cabeça e com o tronco; direito; comprido; proporcionado, forte e bem musculado; ausência de barbela.


IV - Tronco
Linha superior do tronco direita ou ligeiramente arqueada; linha inferior do tronco ligeiramente subida.

Peitoral
Pouco saliente e musculado; não muito largo.

Peito
Descido; de largura média; comprido, com esterno inclinado para trás e para cima.

Costelas
Pouco arqueadas e oblíquas.

Dorso
Direito ou ligeiramente mergulhante; comprido.

Lombo
Direito ou ligeiramente arqueado; largo; musculado.

Ventre e flancos
Secos; ligeiramente arregaçados.

Garupa
De comprimento médio; larga e musculada; direita ou pouco descaída.


V - Membros anteriores
Bem aprumados de frente e de lado; bem musculados e secos.

ESPÁDUA E BRAÇO – Compridos; oblíquos; fortes e bem musculados; ângulo de espádua aberto.
ANTEBRAÇO – Vertical; comprido e musculado.
CARPO – Seco e não saliente.
METACARPO – Forte; curto; pouco oblíquo.
MÃO – Arredondada; dedos compridos, fortes e unidos, com curvatura fechada; unhas curtas e fortes, de preferência escuras; palmas resistentes e duras.


V – Membros posteriores
Bem aprumados de trás e de lado; bem musculados e secos.

Coxa
Comprida; de largura média; musculada.

Perna
Oblíqua; comprida; seca, forte e musculada.

Tarso (Curvilhão)
De altura média; seco; forte; ângulo do jarrete aberto.

Metatarso
Forte; curto, oblíquo; sem presunhos.


Arredondado; dedos compridos, fortes e unidos, com curvatura fechada; unhas curtas e fortes, de preferência escuras; palmas resistentes e duras.

Cauda
Inserção mais alta do que baixa; forte, grossa e pontiaguda; de comprimento médio; em repouso, caindo entre as nádegas, até altura dos curvilhões e ligeiramente arqueada, em acção levanta-se, horizontalmente, ligeiramente arqueada, ou, verticalmente, dobrada em foice, mas nunca enrolada.

VI – Pelagem

Pêlo
cores predominantes: amarelo e fulvo com as variedades claro, comum e escuro ou torrado e preto mal tinto ou desbotado; unicolores ou malhadas de branco ou branco malhadas; pêlo curto ou pêlo comprido; de grossura média; pêlo liso, quando curto ou pêlo áspero (cerdoso), quando comprido; o pêlo curto é mais denso do que o comprido; na variedade de pêlo comprido e áspero, o pêlo no focinho é comprido (barbaças); sem sub-pêlo ou pelugem.

Pele
Mucosas, de preferencia, pigmentadas de negro ou sempre de mais escuro do que a pelagem; pele fina e tensa.

VIII – Andamentos
Velozes e ágeis.

 
VII – Altura e peso
De 40 a 55 cm.

PESO – 16 a 20 kg.

IX – Defeitos - penalizações e desqualificações

Aspecto geral
Sinais de cruzamento com galgo ou perdigueiro;

Maxilas
Má posição ou dentes com má implantação;

Olhos
De cor diferente;

Orelhas
Curvas ou dobradas;

Pescoço
arqueado;

Tronco
Linha superior muito arqueada;

Ventre
muito arregaçado;

Garupa
demasiadamente descaída;

Presunhos
A sua existência é depreciativa;

Cauda
enrolada.


Estalão do Podendo Grande

As características do Podengo Grande, variedade praticamente extinta no País, são as do Podengo Médio, com as seguintes diferenças:
Aspecto geral – Cão de grande corpulência, utilizado para a caça grossa.
Altura – De 55 a 70 cm.

Estalão do Podendo Pequeno

As características do Podengo Pequeno são as do Podengo Médio com as seguintes diferenças:

Aspecto geral – Cão sub-longilíneo, de pequena corpulência, utilizado para procurar o coelho nas covas e nas taliscas ou fisgas das rochas.

Crânio – Plano ou ligeiramente abaulado.
Tronco – O comprimento do corpo é maior em relação à altura.
Membros – Curtos. Antebraço direito ou pouco encurvado de fora para dentro e de cima para baixo.
Altura – De 20 a 30 cm.
Peso – 4 a 5 kg.

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Perdigueiro Português

Acredita-se que seja uma raça com origem nos Pointer da Península Ibérica.
Esta raça está incluída no 7º Grupo da Classificação de Raças de Cães.
É uma raça de porte médio
São animais essencialmente calmos e sociáveis.
É uma raça de caça, utilizada no aponte e recuperação das peças abatidas.

I - Aspecto geral e aptidões
Cão mediomorfo, rectilíneo, tipo bracóide; buscador tenaz e caminheiro activo, bate os terrenos com a constância e pertinácia do explorador teimoso, procurando insistentemente o que o levou à liça isto é, a caça, pondo ao serviço de tão afadigosa missão a extraordinária subtilidade do seu olfacto e dispensando à busca toda a atenção que ao seu experiente conhecimento lhe merece o acto de caçar.

Trabalhador sagaz, em desinteressada e imprescindível colaboração com o caçador desportivo, do qual deve andar próximo e em perfeito contacto com ele; silenciosamente, agindo com natural vivacidade, cabeça alta, tomando ventos, de maneira a revelar ao caçador apercebido, pelas suas atitudes e olhares, posição da cauda e ainda pela forma como anda, as impressões sentidas pela sua acuidade olfactiva, o bom perdigueiro denota sempre uma acentuada vontade de bem servir com inteligência, e às vezes até com uma surpreendente e astuciosa habilidade.

É um cão que fica estático quando os eflúvios da caça lhe despertam a actividade sensorial; que pára firme, em atitudes insólitas, associadas a um estado psíquico que lhe é próprio; fácies contraído, olhar hirta, um membro levantado e indiferente, por momentos, ao que se passa em volta, desde que na zona olfactiva das cavidades nasais as emanações evoladas da caça próxima sejam por ele sentidas duma forma repentina.

Nada egoísta, associando-se com manifesta alegria ao prazer que o homem sente em praticar o desporto cinegético, embora sob temperaturas e nos mais variados terrenos, o seu maior interesse é dar caça à morte, e caída a peça, a sua maior recompensa é ir cobrar de ferido para trazer à mão, serviço este que admiravelmente realiza, mercê de uma potencial vocação que, em igualdade de circunstâncias, não receia confrontos.

É um animal extremamente afectivo, muito submisso, chegando até a ser importuno e, por vezes inconveniente, quando por falta de ensino não obedece aos gestos nem às intimativas vocais. Animal bastante sociável, mas um tanto petulante para os da sua igualha, é gracioso de aparência, calmo de temperamento, mas vivaz, e de interessante plasticidade de atitudes.

Tipo mediolíneo, proporcionalmente constituído e dum conjunto harmonioso. Boa configuração denotando uma sólida estrutura, aliada a manifesta elasticidade de movimentos.
 
II - Cabeça
Proporcionada de tamanho, em relação ao corpo, dá-nos no entanto, pela forma que apresenta, a impressão de maior grandeza, quando apreciada numa visão de conjunto. É um pouco grossa mas não muito ossuda nem empastada; deve ser revestida de pele flácida e fina que não enrugue, ou quando as rugas apareçam que sejam pouco acentuadas.

Vista de frente a cabeça dá-nos a impressão de quadrada; rectilínea de perfil; de stop bem visível (ângulo crânio-facial perto dos 100º) e desigualmente situado em relação ao occiput e à ponta do chanfro, visto estar mais próximo desta.

Cabeça bem colocada e em boa união com o pescoço, o que lhe permite movimentos fáceis e até garbosos.

De boa conformação e proporcionalmente harmónica nas suas dimensões, a cabeça, vista por diante, apresenta, segundo uma linha ideal que a contorne e passe ao nível dos ângulos internos dos olhos, uma nítida separação do chanfro e das regiões crânio-faciais.

Região Crânio-Frontal
Vista de frente, a testa é quase plana, alta, larga e simétrica; examinada de lado, apresenta-se ligeiramente abaulada. Crista occipital apenas perceptível.

Orelhas
Medianas de comprimento (15 cm de comprimento e 11 de largura), as orelhas devem ser delgadas, macias, revestidas de pêlos finos, densos e rasos, bastante mais largas na base do que na ponta, numa relação aproximada de 1 x 2,5 e de vértice arredondado, assemelhando-se, pela forma do pavilhão, a um triângulo de base superior. São pendentes de superfície quase plana, de alta inserção caindo bem e paralelas ente si e apresentando na face externa, quando o animal está atento, um ou dois pequenos sulcos longitudinais, de profundidade e comprimento variáveis, mas nunca muito acentuados.

Olhos
Íntegros, iguais e simétricos; grandes, castanhos em diversos tons, mas de preferência escuros; de forma oval, horizontais, situados à flor da cabeça enchendo bem a órbita; guarnecidos de pálpebras finas e bem abertas, com facilidade de movimentos, cerrando bem a ambas, por igual, pigmentadas nos bordos de preto ou castanho, segundo a coloração das ventas: Há vivacidade na olhar, que é bem expressivo na animal adulto. Sobrolhos proeminentes, mas não em excesso, o que tornaria a cabeça ossuda.

Chanfro
Direito, convenientemente largo e todo por igual, o chanfro deve unir-se duma forma bem destacada e ser plano em toda a superfície.

Ventas
Em perfeita rectangularidade com o chanfro e lábio superior, as narinas devem Ter boa conformação, notável amplitude e larga abertura. Devem ser negras nos animais portadores de pelagens camurça e acamurçadas; pigmentadas, preferencialmente, de castanho claro ou escuro, nos cães de pêlo da mesma cor, mas de tons mais abertos.

Boca
Medianamente fendida, de mucosas irregularmente pigmentadas, a boca deve fechar bem, de modo a permitir a normal sobreposição dos lábios superiores, que são pendentes, mas não em demasia, pouco carnudos, quadrados vistos de perfil, caindo naturalmente e sem dobras e unindo-se aos inferiores por comissuras flácidas e pregueadas, donde resulta os cantos da boca apresentarem-se um pouco descaídos. A normalidade dentária deve sempre existir, no que respeita à nascença, constituição, forma e crescimento dos dentes, para que sempre que o animal cerre a boca, se dê o completo afrontamento das maxilas, que são bem ajustáveis e normalmente desenvolvidas.
 
IV - Tronco
Pescoço
Direito, esboço de rodado no terço superior, não muito grosso, mais sobre p comprido e guarnecido inferiormente de curta barbela, o pescoço deve ligar-se à cabeça de uma forma graciosa e segundo uma inclinação, em relação a ela, de aproximadamente 90º, e unir-se ao tórax, sem apreciável transição, de modo fazer um conjunto harmónico e perfeito.

Peito
Região peitoral alta e larga, indicando boa amplitude do tórax, que deve ser mais desenvolvido no sentido da altura e profundidade de que em largura, e descer até ao codilho. O peito é delimitado por costelas de curva bem pronunciada na sua parte superior, e de apreciável largura, dando à cavidade torácica, por elas circunscrita, e em secção, a forma de uma ferradura normal do membro anterior do cavalo, unida pelas partes terminais dos ramos.

Linha superior
Ao garrote, não muito alto e um pouco empastado, segue-se o dorso curto, largo, rectilíneo e em perfeita horizontalidade e direitura com a região lombar, à qual se deve unir sem apreciável transição. O lombo deve também ser curto, bastante largo, de forte musculatura, o que o torna às vezes ligeiramente arqueado, e soldar-se bem com a garupa, a qual apresenta uma proporcional largura em relação à região lombar, conformação harmónica e um eixo de pequena obliquidade, que nos dá a impressão de levemente descaída.

Linha inferior
Do esterno à virilha, a linha que passa pela parte inferior do tórax e abdómen, ligando este aos membros posteriores, é sensivelmente oblíqua, de baixo para cima e de diante para trás, segundo a natural disposição do contorno torácico-abdominal, denotando, em conjunto, com a linha que circunscreve superiormente o tronco, uma certa elegância de formas, para o que muito contribui uma barriga de diminuto volume e a pequena distância a separar a anca da última costela, o que dá ao flanco o aspecto de curto e cheio.

Cauda
em geral cortada pelo terço posterior, a cauda, quando inteira, não deve exceder o curvilhão, sendo até preferível não o atingir. Direita, de média inserção, grossa na base, adelgaçada gradualmente, mas não muito, para a ponta; bem presa, bem saída, em perfeita continuidade, portanto, com a linha média da garupa, a ligação da cauda deve fazer-se de maneira a completar ou, porventura, realçar, a airosidade da silhueta corporal. Em quietação o animal apresenta o rabo pendente, caindo com naturalidade ao longo das coxas, mas nunca metido entre as pernas; em movimento a cauda levanta-se, atinge a horizontal ou eleva-se um pouco acima, mas nunca vertical, nem se encurvando em foice. Ainda sob o ponto de vista dinâmico, o animal quando caça imprime à cauda, ou ao coto, movimentos de lateralidade, dum acentuado sincronismo com a locomoção.
 
V - Membros anteriores e posteriores
Examinados em estação, os membros anteriores, vistos por diante, seguem a direcção das linhas normais de aprumo; vistos por detrás, os membros posteriores apresentam-se também aprumados. Tanto o bípede anterior como o posterior, devem estar colocados em perfeito paralelismo com o plano médio do corpo. De perfil, os aprumos são também normais. De observação, em conjunto, deduz-se existir uma grande estabilidade de apoio e natural facilidade de andamentos.

Espádua
Comprida, de regular inclinação, bem colocada e um pouco carnuda.

Braço
Situado junto ao tórax, como a espádua, o seu comprimento deve estar em relação com a distância que separa o garrote de qualquer ombro e a sua obliquidade, com o grau de inclinação da espádua.

Antebraço
Desligado do tronco, alto, direito, e, sob o ponto de vista estático, em manifesta perpendicularidade com o chão, tanto de frente como o perfil.

Codilho
Separado do tórax pela axila, o cotovelo deve estar íntegro, ser bem decido, sem convergência nem divergência em relação ao peito.

Boleto
Em perfeita continuação com o antebraço.

Quartelas
Largas, ligeiramente oblíquas e proporcionais em comprimento.

Coxa
De preferência comprida, larga, musculosa.

Nádega
Apresenta-se em curva mais ou menos acentuada, da base da cauda (ponta da nádega) à corda do curvilhão (dobra da nádega), dependendo o seu comprimento da relação existente entre o comprimento e a obliquidade da coxa; é sempre bem que seja comprida e um pouco em relevo.

Soldra
Situada um pouco abaixo do abdómen, mas não muito afastada dele, a babilha é ligeiramente saliente e um pouco desviada para fora.

Perna
Em boa direcção e de comprimento proporcional ao da coxa, a sua obliquidade deve estar correlacionada com a inclinação da garupa.

Curvilhão
Normalmente aberto e bem colocado, o jarrete deve apresentar completa integridade ser largo (da curva ao nó) e grosso (duma a outra face).

Canelas
Curtas, verticais, proximamente cilíndricas, de regular grossura e enxutas.

Articulações e ângulos articulares
Aparentemente bem desenvolvidas, tanto em largura como em espessura, as uniões articulares devem fazer-se de modo a permitir grande facilidade e amplitude nos movimentos de locomoção.
A direcção dos raios ósseos deve estar em correlação com as bases ósseas das regiões limítrofes, formando ângulos de abertura variável, mas nunca prejudiciais à regularidade dos andamentos.

Pés
Proporcionados ao comprimento dos membros e à corpulência do animal, os pés devem Ter mais tendência para arredondados do que para compridos, sem contudo se assemelharem ao pé felino. Dedos bem conformados, juntos para dar solidez ao apoio e uniformidade do conjunto podal. Tubérculos digitais altos, bem desenvolvidos, e bem destacados, cobertos por uma epiderme anegrada, espessa, dura e bastante resistente ao agastamento. Unhas bem crescidas, duras e pretas, de preferência.

VI – Pelagem
Pêlo
O pêlo deve ser curto, forte, bem assente, pouco macio e denso. Distribuído naturalmente por todo o corpo e quase por igual, excepto nas axilas, virilhas, terços e bragadas, em que se apresenta mais disperso e mais macio, o pêlo torna-se fino e raso na cabeça e principalmente nas orelhas, pelo que dá ao tacto uma grande suavidade, sobretudo nestas últimas, que dão a sensação de aveludadas.

Não tem pelugem.

Cor
Amarela e castanha, unicolores ou malhas brancas.


VIII – Andamentos
Movimentos de locomoção normais.
Em trabalho o andamento típico é o trote, largo, fácil, cadenciado, levantando bem os membros e pousando, rítmica e alternadamente, os bípedes diagonais direito e esquerdo: assentam na chão, no primeiro caso, os membros anterior direito e posterior esquerdo, estando os outros em elevação; no segundo caso, o apoio faz-se sobre os membros anterior esquerdo e posterior direito, ficando em suspensão os restantes.

VII – Altura e peso
A altura do garrote é, para os machos, de 56 cm e para as fêmeas de 52 cm, com uma tolerância para mais e para menos de 4 cm.

Peso
O peso médio para os machos adultos, em bom estado de apresentação, é de 23,5 kg e para as fêmeas, em igual estado, de 19 kg.


IX – Defeitos - penalizações e desqualificações
Cabeça
atípica;

Olhos
gázeos ou desiguais na forma e no tamanho, amaurose;

Orelhas
atípicas, de má inserção, muito grandes, carnudas, excessivamente dobradas ou em saca-rolhas, surdez;

Maxilas
prognatismo em qualquer das maxilas;

Nariz
ventas almaradas;

Cauda
não existente de nascença, muito rudimentar, amputada por completo ou de porte descaracterizante, quando inteira;

Presunhos
existência de presunhos, embora rudimentares;

Altura
gigantismo ou nanismo (muito acima ou muito abaixo da marca);

Pelagem
pêlo diferente do tipo da raça, albinismo.

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