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Mundo Animal » PRAGAS » Pragas de Artrópodes » Artrópodes ocasionais
Controlo de pragas de artrópodes ocasionais e tratamento periférico

Relativamente às espécies que ocasionalmente entram nos edifícios devem ser considerados aspectos inerentes às condições circundantes que lhes facultam abrigo e condições favoráveis ao seu desenvolvimento e cuja solução pode contribuir para o controlo, ou mesmo solucionar problemas.

Pode mesmo acontecer que se recorra a profissionais especializados, para tratar um ‘problema’ que na realidade não é mais do que um ‘acontecimento’ isolado. A presença de um único ou de alguns indivíduos de determinada espécie no interior de um edifício poderá apenas indicar que se ‘perderam’, não sendo necessariamente um indicador da necessidade de instituição de acções de controlo de pragas.

Técnicas como a calafetagem de fendas, a colocação de redes em portas e janelas, ou a inserção de protecções nas aberturas de um edifício para o exterior, podem revelar-se muito úteis a longo prazo.

Outros factores que podem estimular o movimento das pragas para o interior das estruturas, incluem alterações ambientais extremas, tais como secas não habituais, chuva excessiva (e uma má drenagem das águas), a chegada do inverno (algumas pragas procuram as estruturas para sobreviver), e a presença de certas fontes de alimento não usuais num edifício.

Podem ainda existir determinados factores ou estímulos que favoreçam a entrada de insectos nos edifícios, tal como é o caso dos que são atraídos pela luz. O controlo da luz permitirá neste caso uma diminuição satisfatória da presença das espécies em causa.

Os profissionais dedicados ao controlo de pragas são muitas vezes solicitados para controlar insectos que são atraídos pela luz durante à noite.

Os restaurantes de auto-serviço, locais de espectáculos, lojas, fabricantes de papel e outros tipos de instalações fabris, pátios utilizados à noite nas regiões quentes, são alguns exemplos dos locais mais prejudicados por este tipo de pragas.

Quase todos os insectos que se concentram à volta da luz podem voar a uma distância considerável. Os que são eliminados através um tratamento com compostos insecticidas residuais à volta da luz são normalmente substituídos por novas migrações. Os tratamentos espaciais com compostos químicos podem eliminar os insectos presentes numa determinada área em qualquer momento, mas têm o inconveniente de dever ser repetidos à medida que chegam novos insectos voadores.

Quando o índice de insectos não for demasiado grande, os insecticidas residuais podem proporcionar um elevado grau de controlo, se forem aplicados em superfícies disponíveis na área afectada. As formulações de pós molháveis e microencapsulados permitem um maior grau de destruição em superfícies exteriores.

Outra técnica importante para o controlo de pragas com impacto a longo prazo é reduzir a atracção destes insectos para os locais iluminados, mediante um controlo apropriado da luz. Sempre que seja possível deverá utilizar-se iluminação indirecta, de forma a que a fonte de luz fique coberta nas áreas ou direcções das quais os insectos podem surgir (no caso de ser possível determinar estas direcções).

Em muitos casos será uma possibilidade utilizar focos colocados a uma distância considerável do edifício. Por outro lado os acessórios para luzes dentro dos edifícios deverão ser colocados de tal modo que os insectos do exterior não possam ver as lâmpadas. Sempre que possível, deverá evitar-se a iluminação excessiva. Não está demonstrado que a luz seja de qualquer forma repelente para os insectos; no entanto, a luz amarela é menos atractiva para a maioria dos insectos.

Devem assim evitar-se as luzes particularmente atractivas, como as luzes negras (ultravioleta) e as lâmpadas de vapor de mercúrio. O vapor de sódio e outros sistemas de iluminação de halogéneo, que tenham um brilho rosado, amarelado ou alaranjado, são menos atractivas do que o branco brilhante e o vapor de mercúrio azulado ou mesmo as luzes fluorescentes. A determinação do melhor tipo de iluminação a utilizar poderá requerer experimentação, dado que diferentes insectos respondem a diferentes tipos de luz.

Designam-se tratamentos periféricos aqueles que são realizados no perímetro exterior de um edifício, cujo interior normalmente já foi desinfestado, tendo como objectivo primordial estabelecer uma barreira eficaz contra as pragas ocasionais. Além das superfícies e estruturas do exterior dos edifícios, os tratamentos periféricos incluem também o tratamento de uma zona de solo com 2 a 3 m de largura em seu redor.

Assim, torna-se possível tratar um maior número de espécies causadoras de pragas presentes na ocasião do tratamento e estabelecer uma barreira apreciável contra futuras infestações.

Os profissionais envolvidos no controlo de pragas devem sensibilizar os seus clientes para a importância deste tipo de tratamentos, elucidando-os sobre os possíveis acessos e vias de entrada das pragas a partir do exterior, sobre os benefícios a longo prazo de um tratamento completo, salientando ainda que faz parte do seu trabalho tratar o problema presente no interior e proteger o local de novas infestações.

O trabalho a desenvolver num tratamento periférico desenvolve-se em quatro fases:

  • Preparação do trabalho
  • Contacto e explicação do trabalho ao cliente
  • Aplicação do tratamento
  • Finalização do trabalho

A preparação do trabalho inclui a verificação da adequação e do bom funcionamento do equipamento necessário e a comprovação da existência dos produtos adequados nas quantidades necessárias, de água, de vestuário e de equipamento de protecção adequado ao trabalho a desenvolver. Inclui-se também aqui naturalmente a decisão do tratamento a realizar, para o que tem especial importância a inspecção do local que deve permitir obter informações sobre os seguintes aspectos:

  • Tipo de problema
  • Origem da infestação 
  • Nível de infestação
  • Distribuição da zona a tratar - Dar especial atenção aos locais onde se vai aplicar o tratamento ou seja ao nível dos alicerces, à volta das portas e janelas, aos beirais, pátios e escadas de acesso, e também a possíveis fontes de infestação presentes (acumulações de lixo e estrumes, águas paradas, acumulações de ervas, etc.)
  • Exigências especiais por parte do cliente
  • Obstáculos à realização do trabalho

No contacto com os clientes, antes da realização do tratamento, deverão ser discutidos diversos aspectos importantes sobre o trabalho, tais como:

  • As características biológicas das espécies a tratar e a duração do tratamento
  • As exigências de segurança quando se procede a um tratamento deste tipo (riscos e cuidados a ter com as crianças e animais domésticos)
  • A informação sobre as zonas que necessitam cuidados especiais (pilhas de lenha ou estrume por exemplo)
  • A informação sobre a forma e locais do edifício onde vai realizar o tratamento 

Nos tratamentos periféricos podem utilizar-se pulverizadores manuais de ar comprimido (permitem grande liberdade de movimentos de uma zona para outra), pulverizadores de dorso de ar comprimido (oferecem a mesma mobilidade que os anteriores mas têm maior capacidade) ou pulverizadores mecânicos (os ideais para o tratamento de grandes áreas).

Seja qual for a forma de aplicação devem verificar-se as seguintes regras básicas:

  • É necessária uma aplicação detalhada e uniforme para assegurar um controlo eficaz
  • Devem evitar-se excessos de aplicação que originem escorrências e salpicos

Os pulverizadores manuais e os de dorso funcionam de forma semelhante, residindo a sua principal diferença na sua capacidade (com o pulverizador de dorso a autonomia é superior). São especialmente úteis quando se faz o tratamento à volta de janelas, portas e beirais. Superam os pulverizadores mecânicos em termos de facilidade de manuseamento e aplicam menores volumes de solução.

Dependendo das pragas em causa, devem ser tomados em consideração aspectos particulares, tais como o tratamento mais detalhado de arbustos, solos e varandas, zonas de madeira com cortiça, cascalho ou solo muito seco no caso das pulgas, acumulações de madeira e estrume, zonas de alicerces, juntas e gretas no caso das baratas, formigueiros e trilhos no caso das formigas, etc.

Terminado o tratamento periférico, o local deve ser deixado tal como se encontrou. O profissional responsável pelo tratamento periférico deverá comunicar ao cliente alguma alteração que eventualmente tenha surgido relativamente à programação inicial, relembrar mais um vez os cuidados a ter com as zonas tratadas e disponibilizar-se para quaisquer esclarecimentos ou acções futuras.

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