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Mundo Animal » PRAGAS » Pragas Urbanas » Insecticidas e Raticidas
Formulação e aplicação de insecticidas e raticidas
Principais formulações para insecticidas e raticidas
Principais formas de aplicação de insecticidas e raticidas
Formulação e aplicação de insecticidas e raticidas

Os efeitos dos insecticidas e dos raticidas sobre as pragas de artrópodes e de roedores, respectivamente, dependem das características do ingrediente activo e também da sua formulação e do método de aplicação utilizado.

Cada produto disponível comercialmente contém um ou mais ingredientes activos responsáveis pelo seu efeito insecticida ou raticida, misturados com outros compostos com a finalidade de melhorar as características de armazenamento, manuseamento, aplicação, eficácia e segurança.

A formulação é assim a forma final como o produto é comercializado, podendo assim referir-se à forma de apresentação (normalmente nas formulações prontas a utilizar) ou à forma física (normalmente nas formulações que são manipuladas antes da aplicação). A formulação não coincide necessariamente com a forma como o produto é aplicado, mas determina como é que ele pode ser aplicado.

Como se referiu, as formulações podem ser prontas a utilizar ou necessitar de alguma manipulação anterior à aplicação. Quando se trata de formulações prontas a utilizar, o mesmo termo designa a formulação e a forma de aplicação – por exemplo um isco. Quando é necessário uma manipulação antes da aplicação, a formulação e a forma de aplicação tomam geralmente designações diferentes – é o caso por exemplo de um concentrado emulsionável que é aplicado por pulverização. Nas formulações prontas a utilizar a concentração dos ingredientes activos é naturalmente inferior à das formulações extemporâneas.

A escolha de uma formulação e da forma de aplicação deve ser ponderada tendo em consideração diversos aspectos, nomeadamente:

- o local a tratar (interior, exterior, etc.) e suas características específicas.
- o tipo de superfície a tratar.
- a disponibilidade de equipamento para aplicação.
- a praga em causa e o seu grau de incidência.
- os riscos de escorrência para áreas circundantes, nomeadamente devido a chuva e vento.
- a segurança para o aplicador.
- a segurança para as pessoas e animais presentes nos locais a tratar.
- o custo.

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Principais formulações para insecticidas e raticidas

As formulações possíveis para os compostos pesticidas são numerosas. As mais habitualmente utilizadas para os insecticidas e raticidas são as seguintes:

Concentrados emulsionáveis
Soluções concentradas oleosas de princípios activos de baixa solubilidade que se destinam a ser diluídas em água formando uma emulsão relativamente estável para aplicação. A calda resultante da mistura do concentrado emulsionável com água tem uma aparência opaca ou leitosa. O agente emulsionante utilizado, com uma acção detergente, torna possível a suspensão de partículas de reduzida dimensão na água formando uma suspensão. A concentração de ingredientes activos no concentrado varia, podendo ser superior a 50%. Utiliza-se para insecticidas.


Soluções
Soluções aquosas ou oleosas dos ingredientes activos. As soluções oleosas são frequentes em produtos destinados ao combate doméstico de pragas, o que significa que são prontas a utilizar, tendo já a concentração adequada de princípios activos. Podem também ser destinar-se a ser diluídas antes de aplicadas. Neste caso, a concentração de ingredientes activos é superior e trata-se normalmente de produtos que destinam a ser aplicados por profissionais, frequentemente como aerossol ou nebulização. Utiliza-se para insecticidas.


Suspensões
Suspensões de ingredientes activos em água ou outro líquido adequado. Quando são posteriormente misturadas com água apresentam uma boa suspendibilidade ou estabilidade da dispersão. As dimensões das partículas sólidas são da ordem dos micras. A concentração de ingrediente activo varia, pode ultrapassar 50%. Utiliza-se para insecticidas.


Microencapsulados
Microcápsulas do ingrediente activo em suspensão em água. O ingrediente activo encontra-se no interior de pequenas esferas que permitem a sua libertação lenta aumentando assim o período de actividade. Têm uma excelente acção residual e uma toxicidade baixa. Muito eficazes em superfícies porosas, mas podem deixar resíduos visíveis, desagradáveis quando são utilizados em interiores. A toxicidade para os mamíferos é geralmente inferior à de outras formulações do mesmo ingrediente activo, o que aumenta significativamente a sua segurança. Utiliza-se para insecticidas.


Pós solúveis
Destinam-se a ser diluídos antes de aplicados. Os pós solúveis apresentam normalmente uma boa acção residual, superior à dos concentração emulsionáveis. Por outro lado, têm maiores riscos para o operador durante a manipulação (inalação). Utiliza-se para insecticidas.


Pós molháveis
Pós concentrados contendo um agente molhante que se destina a facilitar a mistura do pó com água formando uma suspensão relativamente estável. Quando a suspensão é aplicada numa superfície porosa a água é absorvida e o pó permanece na superfície. A concentração do ingrediente activo nesta formulação varia entre limites muito amplos, podendo ser superior a 50%. Depois da dispersão em água aplicam-se normalmente por pulverização. São muito utilizados em aplicações residuais. São mais residuais em superfícies porosas do que os concentrados emulsionáveis. Têm riscos para o operador durante a manipulação (inalação). Deixam um resíduo esbranquiçado nalgumas superfícies, o que limita a sua aplicação em interiores. Utiliza-se para insecticidas.


Pós para polvilhar
Misturas do ingrediente activo, normalmente com uma concentração baixa entre 1% e 5%, com substâncias inertes, destinam-se a ser aplicados tal qual se apresentam. Bom efeito residual se permanecerem secos. Bons para aplicação em interiores em fendas e outros locais pouco acessíveis, permitindo um controlo a longo prazo. Deixam resíduos visíveis. Têm como principais desvantagens o difícil controlo de nuvens de poeiras tóxicas e a facilidade de inalação. Utiliza-se para insecticidas e raticidas.


Granulados
Partículas superiores ao pó, utilizam-se tal qual. Existem diversos tipos de granulados de acordo com a sua dimensão (macrogranulados, granulados finos e microgranulados). O seu manuseamento não dá origem a pó, evitando-se assim uma nuvem tóxica, desvantagem que apresentam os pós para polvilhar. A concentração de ingrediente activo não supera geralmente 15%. Boa acção residual, superior aos pós e aos concentrados emulsionáveis. Utiliza-se para insecticidas e raticidas.


Iscos (com diversas formas)
Denominam-se genericamente iscos as formulações em que o ingrediente activo é misturado com alimentos ou outras substâncias atractivas. Os iscos podem no entanto apresentar-se como granulados de várias dimensões, pastas, etc. Existem iscos insecticidas, mais comuns para moscas e baratas, e iscos raticidas. Os iscos raticidas incluem alimentos palatáveis para os roedores como cereais, frutos, peixe ou carne. A concentração do ingrediente activo é geralmente inferior a 5%. Utiliza-se para insecticidas e raticidas.


Fumigantes
Embora se designem fumigantes, trata-se na realidade de líquidos ou gases sob pressão ou pastilhas em que o princípio activo se liberta lentamente à medida que reage com o ar ou com a humidade circundantes, ou seja que se aplicam por fumigação. Penetram em locais que é difícil tratar de outra forma. As áreas a tratar devem ser seladas, a toxicidade para o homem é geralmente elevada e é necessário equipamento de protecção e procedimentos especiais de aplicação. Utiliza-se para insecticidas.

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Principais formas de aplicação de insecticidas e raticidas

As principais formas de aplicação dos produtos insecticidas e raticidas são as seguintes:


Polvilhar
Os pós para polvilhar podem ser aplicados tal qual se apresentam, o que é comum em produtos prontos a utilizar de uso doméstico, ou com o auxílio de equipamento apropriado, o que normalmente está reservado aos profissionais de controlo de pragas. É uma forma de aplicação particularmente recomendada para locais em que a humidade resultante de outras formas de aplicação poderá ser prejudicial, tal como por exemplo salas de máquinas. São particularmente eficazes no controlo de baratas, peixinhos de prata e outros insectos que se escondem em fendas e gratas.

 

Iscos
Os iscos destinam-se a atrair e a matar as pragas. Tanto os iscos insecticidas como os iscos raticidas devem ser colocados protegidos do alcance das crianças e dos animais domésticos, o que no caso dos últimos se consegue eficazmente utilizando sempre que possível caixas de isco que permitem o acesso apenas aos roedores. (consultar o capítulo referente ao controlo de pragas de roedores para informações sobre regras especiais a observar relativamente à utilização da iscos raticidas)


Aspersões
As aspersões, de diversos tipos, são as formas de aplicação mais utilizadas para os insecticidas. Os diferentes tipos de aspersões – vaporização, fumigação, aerossol, nebulização, pulverização - distinguem-se basicamente pela dimensão das partículas formadas, com implicações importantes no tempo de permanência em suspensão no ar.

  
     Pulverização - A pulverização é uma forma de aplicação que se caracteriza pela formação de partículas com dimensões de 100 a 400 m (pulverização fina) ou superiores (pulverização grossa). As pulverizações grossas são pouco utilizadas para o tratamento das pragas urbanas, contrariamente ao que acontece com as pulverizações finas, muito usadas para tratamentos residuais em interiores e exteriores e para aplicações não residuais directas nas pragas. Podem ser aplicados desta forma os concentrados emulsionáveis, os líquidos e pós solúveis, os pós molháveis, as suspensões e os microencapsulados. Pode considerar-se a forma mais corrente de aplicação de insecticidas para controlo de pragas. A dose a aplicar varia com o tipo de superfície a tratar desde 20 a 50 ml/m2 para superfícies pouco porosas até 100 ml/m2 para as mais porosas.

     Vaporização - A vaporização caracteriza-se pela formação de um vapor em que o tamanho das partículas é inferior a 0.001 m. É o que acontece por exemplo com as bolas de naftalina.

     Fumigação - A fumigação caracteriza-se pela formação de um fumo em que o tamanho das partículas varia entre 0.001 e 0.1 m Dada a sua dimensão estas partículas penetram em orifícios muito pequenos. A fumigação utiliza-se assim geralmente em locais que não podem ser adequadamente tratados por outros tipos de aspersão, como por exemplo áreas de armazenamento de alimentos, barcos e comboios de carga. Os produtos destinados a fumigação são líquidos ou gases vaporizáveis com uma pressão de vapor relativamente elevada de forma a que possam existir como um gás em concentrações suficientes para manifestar a sua acção pesticida. A toxicidade do fumigante é proporcional à sua concentração e ao tempo de exposição.

     Aerossol – Tipo de aspersão que se caracteriza pela constituição de uma neblina formada por partículas com dimensões de 0.1 a 50 m (80% inferiores a 30 m), em suspensão no ar. Para ser aplicado como aerossol o composto insecticida deve ser solúvel num solvente volátil quando pressurizado. Os produtos aplicados desta forma não têm uma acção residual apreciável.

     Nebulização - A nebulização é uma forma de aplicação que se caracteriza pela constituição de um nevoeiro formado por micropartículas, com dimensões de 50 a 100 m, em suspensão no ar. As partículas formadas têm uma dimensão superior às do aerossol, o que assegura a sua penetração em fendas e outros locais de acesso difícil. As partículas formadas são pesadas e não permanecem em suspensão no ar durante muito tempo a não ser em condições particulares, como por exemplo uma utilização no exterior com vento forte. Depois de assentar, as partículas formam uma camada fina de gordura ou água nas superfícies horizontais. Por vezes, a nebulização é referida como um aerossol, considerando-se neste caso que os aerossóis dão origem à formação de partículas como uma dimensão entre 0.1 e 100 m. 
 

Relativamente aos aerossóis e às nebulizações interessa ainda distinguir os seguintes
termos
:

Insecticidas enlatados – incluem-se neste grupo os vulgarmente denominados sprays e outros recipientes de insecticidas sob pressão. São largamente utilizados e podem produzir diversos tamanhos de partículas o que está relacionado com as suas indicações.

São especialmente indicados para tratamento de espaços e para insectos voadores quando são aerossóis de partículas com 10 a 30 m que entram facilmente em contacto com estas espécies. No caso dos insectos rastejantes, ou para o tratamento de superfícies, o tamanho das partículas tem que ser superior, 50 a 100 m, pelo que a forma de aplicação se trata já de uma nebulização e não dum aerossol. Quando se pretende uma acção combinada contra insectos voadores e insectos rastejantes o tamanho das partículas formadas deve variar entre 30 e 100 m. A maioria dos insecticidas enlatados contém uma formulação líquida junto com um gás não tóxico com acção propulsora para expelir o insecticida quando a válvula é aberta.

O gás propulsor evapora-se então rapidamente libertando o insecticida. Entre as vantagens da utilização dos insecticidas enlatados encontra-se a comodidade e facilidade de utilização, o facto de não necessitarem de manipulação antes da aplicação, a contaminação ambiental diminuta quando comparados com outros tipos de aspersão, a não acumulação de resíduos e a facilidade de penetração de alguns em locais de difícil acesso devido à acção dos gases propulsores. Para os profissionais, os insecticidas enlatados existem na forma já referida e como aspersões líquidas sob pressão.

Estes produtos apresentam-se como os insecticidas enlatados já referidos mas não são aerossóis ou nebulizações pois as partículas formadas têm dimensões superiores. Deixam uma camada fina de insecticida nas superfícies e pequenas gotas em suspensão no ar.

Nebulizadores a frio ou geradores de aerossóis a frio – dão origem à formação de partículas com 1 a 30 m. As partículas formadas não são visíveis. Assim, a utilização de um nebulizador não implica que se proceda a uma nebulização tal como esta foi atrás definida nas formas de aplicação (partículas entre 50 e 100 m).

Geralmente o líquido é fragmentado por acção mecânica. Aplicam-se em interiores contra insectos voadores e insectos rastejantes e em exteriores para controlo de insectos voadores e larvas de mosquitos na água. Utilizam-se também para aplicar compostos desinfectantes, desodorizantes e germicidas.

Associado à nebulização a frio aparece frequentemente o termo dose ultra baixa ou volume ultra baixo o que significa que se trata de um equipamento que faz a distribuição de uma quantidade diminuta de uma solução insecticida concentrada numa área relativamente grande. Dada a dimensão das partículas formadas a nebulização a frio é mais eficaz contra insectos voadores. Para o controlo de insectos rastejantes e quando possível, é frequentemente complementada por uma aspersão residual. A utilização de nebulizadores a frio obriga ao cumprimento de diversas normas de segurança.


Nebulizadores a quente, termonebulizadores ou geradores mecânicos de aerossóis - Os geradores mecânicos de aerossóis, nebulizadores a quente ou termonebulizadores criam um nevoeiro insecticida quando se coloca uma formulação insecticida numa câmara que é aquecida a uma temperatura suficiente para evaporar o óleo.

São muito utilizados para controlo de moscas e mosquitos em áreas residenciais. Em interiores utilizam-se em grandes espaços como armazéns. O tamanho das partículas varia entre 10 e 30 m. A utilização de nebulizadores a quente obriga também ao cumprimento de diversas normas de segurança.

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