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Intoxicações provocadas por pesticidas

Todos os pesticidas são tóxicos. No entanto, não é obrigatório que a sua utilização seja perigosa. A toxicidade é inerente ao composto, o seu perigo refere-se ao risco de envenenamento quando o produto é utilizado e depende não só da toxicidade mas também da possilidade de exposição ao produto (via de absorção, dose, duração da exposição, propriedades físicas e químicas do produto).
As intoxicações devidas aos pesticidas podem ser agudas, quando se manifestam imediatamente depois da absorção do composto numa quantidade suficiente para induzir a ocorrência de sintomas, ou crónicas, quando se manifestam depois de um período mais ou menos prolongado de exposição ao composto. As intoxicações agudas são as mais importantes para os profissionais envolvidos no controlo de pragas urbanas, sendo mais frequentemente devidas a organofosforatos, carbamatos, organoclorados, piretrinas e raticidas.

Os pesticidas podem penetrar no organismo humano de três formas:

- por via oral (ingestão) – não é considerada uma forma de envenenamento devida à manipulação dos pesticidas em termos laborais, é mais habitual em situações acidentais ou intencionais não relacionadas com a aplicação deste tipo de compostos. No entanto, esta via de exposição deve ser considerada relativamente aos hábitos de higiene (por exemplo não comer, beber ou fumar durante a aplicação dos produtos) e aos locais de armazenamento de pesticidas e de alimentos que devem naturalmente ser separados e devidamente identificados.

- por via tópica (através da pele e mucosas) – a exposição cutânea é a forma mais comum de penetração de pesticidas no organismo e ocorre frequentemente devido à não utilização de vestuário de protecção adequado. Quando a exposição se verifica ao nível das mucosas, os efeitos são normalmente rápidos e mais graves.

- por via respiratória (inalação) – ocorre frequentemente devido à não utilização de uma máscara de protecção adequada. Contribuem para a facilidade de penetração através desta via o tamanho das partículas (quanto mais pequenas mais fácil a inalação), a forma de aplicação, a fatiga durante o trabalho (maior frequência respiratória facilita a inalação).


Primeiros socorros no caso de intoxicação por pesticidas

Tal como se referiu os sintomas de intoxicação podem manifestar-se quase imediatamente depois da exposição ao produto ou algum tempo depois, o que depende do composto, da dose, da via e da duração da exposição e do indivíduo afectado. Os sintomas de intoxicação por pesticidas podem incluir dores de cabeça, tonturas, nervosismo, perturbações da visão, cãibras, diarreia, sensação de entorpecimento geral ou tamanho anormal das pupilas. Por vezes ocorre sudação excessiva, lacrimejar e salivação. Nos casos graves de intoxicação podem seguir-se náuseas e vómitos, acumulação de fluidos nos pulmões, alterações da frequência cardíaca, debilidade muscular, dificuldade respiratória, convulsões, coma e morte. A intoxicação por pesticidas pode no entanto assemelhar-se também a uma hemorragia cerebral, paragem cardíaca, insolação, hipoglicémia, gastroenterite, pneumonia, asma ou infecção respiratória grave.

Seja qual for a gravidade da exposição, quando se suspeitar de intoxicação devem procurar-se cuidados médicos imediatamente e contactar-se o Centro Anti-Venenos através do número de telefone 808 250 143 informando sobre os sintomas observados e comunicando, caso se conheça, o composto que originou a intoxicação.

Os cuidados de primeiros socorros são no entanto muito importantes, independentemente do tempo até estar disponível ajuda médica, podendo evitar consequências graves.


Cuidados gerais no caso de intoxicação por compostos químicos

-  Respiração artificial no caso de paragem ou debilidade respiratória
-  Interromper a exposição ao pesticida. Se for cutânea limpar incluindo os cabelos e as
   unhas. 
-  Se o veneno foi ingerido induzir o vómito excepto nos seguintes casos: 
     -Se a vítima estiver em coma ou inconsciente
     -Se a vítima tiver convulsões 
     -Se a vítima tiver ingerido derivados do petróleo 
     -Se a vítima tiver ingerido um composto corrosivo (sintomas: dor forte; sensação
      de queimadura na boca e na garganta).

-  Guardar o recipiente do pesticida e algum resto do produto que tenha sobrado, de modo a que o médico possa saber a que foi devido o envenenamento. No caso de não saber qual o veneno deve guardar-se uma amostra de vómito.


Cuidados específicos no caso de exposição cutânea

-  Lavar a zona contaminada rapidamente com água 
-  Remover a roupa e outras peças de vestuário contaminadas
-  Limpar a pele e cabelo com água e sabão, a limpeza deve ser o mais rápida possível
-  Secar a vítima e embrulhá-la num cobertor.

Se ocorreu uma queimadura devida ao composto:

-  Lavar o locar com água abundante
-  Retirar as roupas contaminadas
-  Cobrir a zona com um pano limpo
-  Evitar a utilização de pomadas, pós ou outras drogas nos primeiros socorros das
   queimaduras da pele 
-  Tratar o estado de choque, manter a vítima quente  

Cuidados específicos no caso de exposição na mucosa ocular

-  Manter as pálpebras abertas, lavar imediata e abundantemente os olhos com água limpa corrente com uma pressão ligeira. Continuar a lavagem durante cerca de 15 minutos. As lentes de contacto devem ser retiradas para permitir uma lavagem correcta.
 
-  Não utilizar quaisquer produtos junto com a água. 

Cuidados específicos no caso de exposição por inalação

-  Se a vítima estiver num espaço fechado não entrar sem uma máscara de protecção 
-  Transportar imediatamente a vítima para uma zona arejada sem o deixar andar.
-  Abrir as portas e janelas, se as houver
-  Aliviar todas as peças de roupa justas
-  Fazer respiração artificial no caso de paragem ou debilidade respiratória
-  Chamar um médico
-  Prevenir o arrefecimento (embrulhar a vítima em cobertores mas não a aquecer
   demasiado) 
-  Manter a vítima tão quieta quanto possível
-  Se a vítima tiver convulsões, vigiar a sua respiração e impedi-la de cair ou bater com a 
   cabeça nalgum lado. Manter o queixo levantado para facilitar o movimento do ar
   durante a respiração.
-  Não administrar álcool de qualquer forma.

 Cuidados específicos no caso de exposição por ingestão

-  Chamar um médico imediatamente
-  Não induzir o vómito nos seguintes casos:

     - Se a vítima estiver em coma ou inconsciente
     - Se a vítima tiver convulsões
     - Se a vítima tiver engolido derivados do petróleo
    - Se a vítima tiver engolido um veneno corrosivo (sintomas: dor forte; sensação de   
      queimadura na boca e na garganta).

 -  Se a vítima conseguir engolir depois de ter ingerido um veneno corrosivo tentar que ingira leite ou água

 -  Nos casos em que se induzir o vómito colocar a vítima com a cabeça baixa e a cara virada para baixo de modo a prevenir a entrada do vomitado nos pulmões. Não deixar a vítima deitar-se de costas. 

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