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Térmitas
Térmitas subterrâneas
Térmitas não subterrâneas
Diferenças entre formigas e térmitas
Térmitas

As térmitas são insectos socialmente organizados, com diferenças marcadas entre as suas classes sociais, conhecidas como castas. Controem os ninhos em madeira ou no solo. A celulose, composto que têm capacidade para digerir, é a sua principal fonte alimentar, pelo que atacam a madeira e o papel.
As térmitas desenvolvem-se através de uma metamorfose gradual, passando por fases de ovo, diversas fases ninfais e adultos das diferentes castas (obreiras, soldados, castas reprodutoras primárias e secundárias).
 
As obreiras, normalmente de cor clara e sem asas, realizam a maior parte do trabalho da colónia, tal como alimentar as outras castas, cuidar e alimentar a rainha, ampliar o ninho e construir novos túneis acessórios.

Para isso têm necessidade de mastigar madeira. As obreiras deslocam-se desde os ninhos até aos edifícios, invadindo-os e transportando fibras de madeiras e outras formas de celulose que comem, digerem e partilham com outros membros da colónia. Os soldados têm como função defender a colónia contra os seus inimigos, sendo assim as primeiras térmitas a aparecer quando se abre um ninho.

As castas reprodutoras secundárias não são aladas ou apresentam asas vestigiais não funcionais; a sua função é essencialmente uma postura secundária de ovos, que pode ser de milhões de unidades, e formar rapidamente novas rainhas caso as existentes morram. A casta das reprodutoras primárias é a que se vê mais frequentemente devido aos danos que provocam nas estruturas dos edifícios; são muito mais escuras que os restantes elementos da colónia, têm quatro asas do mesmo tamanho e o tempo necessário para o seu desenvolvimento completo é muito superior ao das restantes castas da colónia.

Quando este desenvolvimento está completo os machos e as fêmeas deixam a colónia e formam enxames durante a primavera e o verão. Os enxames são o primeiro indicador de que existe uma colónia de térmitas. Depois de um voo breve os machos e as fêmeas perdem as asas e iniciam a formação de uma nova colónia; nesta altura estão completamente indefesos. Cada casal forma uma pequena câmara onde emparelham e se inicia a postura

A comunicação entre os membros da colónia é feita através de feromonas, desenvolvendo cada colónia um odor específico. Assim, os intrusos eventualmente presentes são imediatamente reconhecidos sendo cobertos por matéria fecal presente na colónia.

Por outro lado, as novas fontes de alimento são indicadas aos outros elementos da colónia também através de um rasto de feromonas cuja intensidade vai diminuindo até desaparecer quando o alimento se esgota. Os sons produzidos pelas cabeças das obreiras contra as paredes dos túneis em situações de alarme são também uma forma importante de comunicação.

As térmitas preferem locais de humidade elevada já que se desidratam rapidamente quando expostas ao ar seco. Assim, quando procuram um local para construir um movo ninho têm em consideração o facto de ser um esconderijo, de fornecer um ambiente húmido e de proteger os insectos dos seus inimigos naturais

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Térmitas subterrâneas

As térmitas subterrâneas (Reticulitermes e Coptotermes sp) provocam diversos danos nas estruturas dos edifícios, postes e mesmo plantas vivas. Os ninhos são subterrâneos em locais onde encontram a humidade desejada.

Constroem túneis verticais que se assemelham a tubos de barro e que são utilizados para transportar os alimentos e para proteger os insectos. As formas aladas atingem um comprimento de cerca de 1.5 cm, as obreiras e soldados de 1 cm. As térmitas tem necessidade de condições ambientais específicas para que se possam desenvolver. A sua subsistência exige um grau de humidade elevado já que se desidratam facilmente quando expostas ao ar seco.

As térmitas subterrâneas têm uma resposta negativa marcada à luz e uma preferência por ambientes quentes e húmidos e as colónias estabelecem-se profundamente no solo onde encontram a humidade necessária. Têm necessidade de estar em contacto com o solo para poder sobreviver.

Em termos de alimentação as térmitas subterrâneas preferem madeira que se encontre em putrefacção. Atacam assim o material vegetal morto, e também o papel e a madeira em contacto com o solo. Não atacam árvores vivas.

As vias de penetração das térmitas nos edifícios são diversas, qualquer pequena fenda é suficiente para que se inicie a invasão na busca do alimento adequado. Constroem galerias à procura de alimento. O seu movimento constante constitui um entrave à luta contra esta praga, a única forma é a colocação de um entrave químico à sua propagação.

Inspecção de térmitas subterrâneas

Quando se suspeita de uma infestação por térmitas o profissional de controlo de pragas deve diagnosticar se a praga está ou não presente.

A presença de um enxame e de asas soltas, bem como a visualização de túneis de barro verticais junto das paredes exteriores e interiores são indicadoras de uma infestação por térmitas.

As térmitas perfuram a madeira deixando uma camada superficial delgada que cobre as cavidades internas. Quando aquela camada se parte elas cobrem a comunicação com o exterior com um material semelhante ao utilizado na construção dos túneis (mistura de fezes, terra e saliva) e que tem a aparência de barro.

Os buracos produzidos pelas térmitas podem ser detectados golpeando a madeira e escutando o som produzido pelos golpes ou mesmo pelos soldados localizados no interior. Os túneis velhos/abandonados são frágeis e secos enquanto que os novos têm um aspecto mais húmido.

Controlo de térmitas subterrâneas

O tratamento de pragas de térmitas subterrâneas é bastante especializado. Os trabalhos destinados ao controlo de térmitas subterrâneas são muito diferentes do que os relativos a outros organismos destruidores da madeira, já que as térmitas de início alimentam-se das camadas mais suaves da madeira (primavera) penetrando através dos anéis para as camadas mais duras, em busca da camada mais mole do ano anterior.

Desta procura resulta a presença de um material semelhante a lama nas galerias, com um padrão irregular e que é característico das térmitas subterrâneas. As térmitas subterrâneas deslocam-se frequentemente ao ninho no solo através dos túneis que constroem na madeira ou de túneis de lama. No caso das térmitas subterrâneas as fases básicas do tratamento são:

1. Alteração mecânica

Alteração da estrutura introduzindo barreiras pouco permeáveis para evitar a passagem das térmitas. Eliminar a presença de restos de celulose e humidade próximo da estrutura, ventilar as áreas a tratar.

2. Tratamento do solo

Aplicação de uma barreira química na terra adjacente e inferior ao edifício de forma a impedir a passagem das térmitas (clorpirifos, cipermetrina, fenvalerato, isofenfos e permetrina).

3. Tratamento da cimentação

Aplicação de compostos químicos que evitem a entrada de térmitas ou seja nas gretas e paredes que conduzem ao exterior

4. Tratamento da madeira

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Térmitas não subterrâneas

As térmitas não subterrâneas dividem-se em térmitas da madeira seca, térmitas da madeira húmida e térmitas pulverizadoras.

As térmitas da madeira seca geralmente alimentam-se e constroem o seu ninho na madeira seca com um baixo teor de humidade. Não têm necessidade de nenhum contacto com o solo para viver, contrariamente ao que acontece com as térmitas subterrâneas. Podem provocar danos sérios em móveis de madeira.

As térmitas entram na madeira através de uma greta ou fenda, ou na união entre duas peças ou no espaço por baixo de papel que se encontre a cobrir a madeira. Um macho e uma fêmea introduzem-se na madeira que escolhem como ninho e selam a entrada circular com cerca de 3 mm, escavando por trás desta uma câmara onde as rainha põe os primeiros ovos. As ninfas que emergem destes ovos fazem o trabalho da colónia e transformam-se depois em soldados e em reprodutores.

Não há uma casta de obreiras definida. Durante a época de enxame as ninfas fazem orifícios redondos através dos quais saem os reprodutores. Em seguida os orifícios são tapados tal como o de entrada. Na madeira estas térmitas escavam grandes câmaras que comunicam entre si por pequenos túneis, estruturas que mantêm limpas.

As cápsulas de excreção são uma das formas de distinguir estas térmitas – são duras e apresentam seis superfícies côncavas laterais, apenas as extremidades são redondas enquanto as de alguns escaravelhos que afectam a madeira e que também expelem as cápsulas do local onde vivem têm as superfícies convexas.

As térmitas da madeira húmida incluem algumas térmitas de maior tamanho. As térmitas da madeira húmida não necessitam de qualquer contacto com o solo mas necessitam de madeira com um grau elevado de humidade. Normalmente encontram-se associadas a madeiras em decomposição.

Escavam grandes galerias tal como as térmitas da madeira seca, mas não as mantêm limpas. As cápsulas são assim encontradas ao longo dos túneis presentes nas madeiras infestadas.

As térmitas pulverizadoras vivem na madeira seca. Entram na madeira e escavam galerias tal como as térmitas da madeira seca. No entanto estas galerias não estão limpas, encontra-se nelas o pó em que transformam a madeira.

São muito mais pequenas que as térmitas da madeira seca e as cápsulas fecais são também mais pequenas.

Inspecção de térmitas não subterrâneas

As térmitas não subterrâneas podem encontrar-se em qualquer parte de um edifício e em qualquer tipo de mobiliário. Quando se procede à inspecção de um local relativamente à possibilidade de uma infestação por térmitas não subterrâneas é necessário procurar no solo danos visíveis, os locais de entrada e de saída dos insectos e as cápsulas características.

É importante dar algumas pancadas nas estruturas para verificar se o som se deve a uma estrutura oca provocada pelas galerias e para expulsar as cápsulas para o exterior. Outras provas de infestação são a presença de adultos voadores, restos de asas e marcas de galerias superficiais.

Quando se trata de restos de asas é importante distingui-las das das térmitas subterrâneas, que não possuem vasos cruzados entre o que forma o bordo anterior da asa e o segundo mais anterior com origem na base da asa.

Controlo de térmitas não subterrâneas

O tratamento das térmitas não subterrâneas consiste na fumigação da estrutura (grandes infestações) ou no tratamento da madeira (infestações localizadas). As fumigações são procedimentos muito especializados que só devem ser realizados por profissionais.

O tratamento da madeira consiste basicamente em furar as madeiras infestadas até às galerias escavadas pelas térmitas e forçar o insecticida para que se disperse através das galerias ou em utilizar um equipamento que permita injectar um fumigante nas galerias. Em infestações limitadas utilizam-se geralmente pós ou aerossóis. Depois da colocação do insecticida os orifícios devem ser tapados.

Quando se trata de móveis também é possível matar as térmitas colocando-os a 66ºC durante 1.5 horas ou a 60ºC durante 4 horas. Também a exposição a -9.5ºC durante 4 dias mata as térmitas.

Medidas preventivas de uma infestação por térmitas não subterrâneas

  • Inspeccionar as madeiras antes de as utilizar em qualquer tipo de construção
  • Não utilizar madeira húmida ou alterada pela humidade
  • Em locais mais susceptíveis utilizar redes nas portas, janelas e ventiladores dos edifícios
  • Utilizar madeira tratada
  • Pintar as superfícies exteriores de madeira
  • Quando possível utilizar nas construções materiais alternativos à madeira
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Diferenças entre formigas e térmitas

Por vezes as formigas voadoras podem assemelhar-se a térmitas voadoras. A distinção entre as duas infestações é fundamental para implementar medidas de controlo correctas. Para distinguir formigas e térmitas voadores devem ser considerados os seguintes aspectos:

  • As formas aladas de ambas as espécies têm quatro asas mas enquanto as das térmitas têm o mesmo tamanho, nas formigas o par anterior é maior que o posterior.
  • As asas das térmitas são duas vezes mais compridas que o corpo.
  • Quando expostas contra a luz as asas das formigas são praticamente transparentes. As asas das térmitas têm uma aparência leitosa translúcida.
  • As asas das formigas estão firmemente presas, enquanto as das térmitas são facilmente removidas ou caem.
  • O corpo das formigas parece segmentado ligando-se o tórax ao abdómen através de uma cintura estreita, o das térmitas parece mais homogéneo, sendo estes insectos largos e robustos.
  • As antenas das formigas são encurvadas, as das térmitas são direitas.
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